28/02/2008
26/02/2008
22/02/2008
20/02/2008
MORANGOS COM ADOÇANTE (2ª série)

Desenhado na Table, assim está bem!
A Mulher de Quarenta
Lá diz o poeta e, certamente com razão, que a beleza de uma mulher cresce com o passar dos anos. De facto se pensarmos bem, quando somos jovens carecemos da experiência, daquilo que a vida por si só nos ensina.
Com a Mulher é igual pois a beleza de uma mulher não está nas roupas que veste, no corpo que carrega ou na forma como se penteia. Temos que ver com o coração: Que belas são as que já foram mães, as que cresceram e amaram, as que amadurecem e aprenderam que a beleza de uma mulher deve ser vista nos olhos precisamente quando eles já têm umas rugazitas, pois os olhos são portas da alma, o caminho directo para o coração e é lá que o amor habita!
A beleza da mulher de quarenta vê-se no carinho que ela amorosamente dá, na paixão que ela coloca naquilo que mais lhe dá prazer. Ela certamente é mais paciente, mais calma, mais benevolente pois aprendeu com a vida a dar valor ao que é mais importante: aos amigos (a amizade), ao companheiro (o amor), aos filhos (a ternura)…
Nada como chegar aos quarenta para descobrir que se temos dois braços e duas mãos um é para nos ajudar a nós mesmos, o outro é para ajudar o próximo.
Quando alguém pediu a uma mulher famosa que já ia no final dos seus quarentas – Audrey Hepburn - para dar alguns conselhos às mulheres que queriam conservar, tal como ela a sua beleza, ela aconselhou o seguinte:
“- Para ter lábios atraentes diga apenas palavras doces;
- Para ter olhos belos, procure ver o lado bom das pessoas;
- Para ter um corpo esguio, divida a sua comida com os famintos;
- Para ter cabelos bonitos, deixe uma criança passar neles os seus dedos pelo menos uma vez por dia;
- Para ter boa postura caminhe com a certeza que nunca andará sozinha …”
Para atingir esta sabedoria há que viver pelo menos 40 anos…
Uma Mulher que já lá chegou…
17/02/2008
ALENTEJO: VERDADE OU NÃO?
12/02/2008
ANTÓNIO SALVADO
11/02/2008
06/02/2008
04/02/2008
02/02/2008
CASA DAS ARTES Vila Velha de Ródão
Pela entrada da galeria foi assim a luta dos Espantalhos ou crucificados como escreveu Victor Ferreira.
TALVEZ APENAS HOMENS...
Não poucas vezes, somos acometidos de um impulso que nos remete à infância. E mesmo aí, nos encontramos num mundo dentro de outro Mundo; vivendo uma solidão acompanhada.
Idealizamos (já tínhamos idealizado), num mundo “à nossa maneira”, sonhando um mundo belo e perfeito – e que dizer daqueles que não tiveram tempo para sonhar?...
Crescemos, aprendemos as coisas do bem e do mal; mas sabemos pouco de nós mesmos e passamos a vida a dizer da “nossa importância” de ser adulto e secretamente, desejamos ser crianças. Da infância nos vem um universo de pessoas, espantalhos, crucificados, palhaços e outras criaturas lúbridas, rodopiando feito baile de máscaras. E é assim que passamos os dias nesta sociedade do “faz-de-conta”, onde o sonho é remetido para o sótão das inutilidades, enquanto nos afundamos alegremente, em reclames de néon.
Quanto ás tuas pinturas tu mesmo disseste “espantalhos ou crucificados, não sei bem...”
E talvez homens – acrescentaria eu – isto num tempo em que os espantalhos não espantam (de tanto espanto) e os crucificados não comovem (de tanto horror).
A tua pintura será tudo isso e mais que não foi dito – e talvez não seja necessário dizer – de tão evidente que é. Ou não seremos todos um pouco deste jogo onde não há regras e as leis foram feitas para serem violadas. Pediste-me para falar da tua pintura e é isso que tento fazer, mas sabes... a pintura é para ser vista – uma descrição é já uma mutilação.
No entanto, não foi por acaso que fales do regresso à infância pois, é essa a primeira impressão que fica. Isto porque, ressalta uma aparente simplicidade, onde as figuras são quase sinais abstractos, a fazer lembrar a pintura infantil; antes de nos tornarmos “adultos” – umas vezes palhaços outras vezes crucificados.
Victor Ferreira – 2001
Subscrever:
Mensagens (Atom)